Capa Flexível

Acabamento Editorial
Um nome nacional para um produto internacional...

Uma das últimas novidades no setor de acabamento editorial foi o desenvolvimento da capa flexível, uma alternativa elegante e econômica, intermadiária entre a brochura e a capa dura, lançada na Europa com o nome de capa integral.

Como o nome sugere, a capa flexível é feita de cartão impresso, de gramatura em torno de 250 g/m2, semelhante àquele utilizado em livros de capa mole (brochuras), porém com requintes da encadernação em capa dura, tais como: guardas, seixas, debruns e outros recursos que valorizam o produto.

O projeto gráfico-visual da capa flexível deve considerar um excesso de 16 mm na cabeça, no pé e na frente da capa, visto que será debruada, tal como ocorre no desenho da capa dura. Esse excesso inclui também as seixas de cerca de 3 mm.

A capa flexível admite os mesmos recursos empregados nas encadernações tradicionais, ou seja: envernizamento UV (com ou sem reserva), plastificação, laminação (fosca ou brilhante), relevo, gravação com hot-stamping e outros. Não há limitações. Além disso, é possível incluir orelhas, desde que se observe os limites da máquina encadernadora. Por exemplo: considerando um equipamento de 580 mm de largura máxima e um livro de formato igual a 160 x 230 mm, com 30 mm de lombada, o projeto da capa deverá considerar 350 mm (2 x 160 + 30 mm) mais 32 mm (seixas + debruns), ou 382 mm, sobrando 198 mm para distribuir entre as orelhas.

Capa flexível x brochura

Tecnicamente falando, a diferença básica entre a brochura e a capa flexível é que esta última possui guardas coladas ao miolo do livro, além dos excessos (seixas) que se projetam além dos cortes do miolo.
Esteticamente, a capa flexível é mais nobre e elegante, aumentando o impacto visual do produto e o ensejo ao consumo.

Capa flexível x capa dura

O processo de montagem da capa dura envolve o recorte e a colagem de retângulos de papelão nas pastas da capa, enquanto a capa flexível dispensa esta operação, deixando o produto mais leve e reduzindo o custo de produção.

Nos países Europeus, principalmente França, Itália e Espanha, a capa flexível vem sendo extensivamente utilizada na encadernação de obras de referência, guias turísticos, catálogos de arte e dicionários. No Brasil, os primeiros a empregar a capa flexível foram os editores de livros de literatura e ficção. Além destes, outros produtos que se encaixam com perfeição à nova tecnologia são os relatórios anuais e os portfólios.

Acredita-se que a encadernação com capa flexível experimente um rápido crescimento nos próximos anos, seja para reduzir o custo da encadernação em capa dura ou aumentar a qualidade da encadernação em capa mole. O leitor, assim como os demais consumidores, estão se mostrando cada vez mais críticos e exigentes, o que deve estimular os projetistas gráficos a pensar em fórmulas coerentes com as novas necessidades de consumo.

Por Sérgio Rossi Filho a 25-12-2004

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